domingo, 23 de novembro de 2014

IFBA convida para Cerimônia de Formatura do Curso Técnico em Informática


Curso de Extensão em Conselhos Escolares

A Universidade Federal da Bahia está com inscrições abertas no período de01/11/14 a 20/01/15 para o Curso de Extensão Formação Continuada em Conselho Escolar. O Curso será ministrado em 100 horas na modalidade EAD com um (1) encontro presencial de 8 horas no município de Salvador-BA.
O Curso é voltado para os profissionais efetivos que exercem atividade na Secretaria de Educação do Estado, Direc e Secretaria de Educação do Município. A realização do Curso é condição obrigatória para os interessados em participar do Programa de Fortalecimento dos Conselhos Escolares em 2015 como tutor bolsista.
A UNDIME está responsável pela pré-inscrição dos interessados através do formulário online:

CENSC realizará I Mostra de Violão de Miguel Calmon


quinta-feira, 20 de novembro de 2014

DIREC 16 visita projeto 'Consciência de Ser Brasileiro' na Praça Rio Branco, em Jacobina

Nesta quarta-feira, 19, a Diretora da DIREC 16, professora Nair Pereira da Cruz, esteve visitando os stands montados na Praça Rio Branco, em Jacobina.

O evento, promovido pelo Colégio Municipal Luiz Alberto Dourado de Carvalho, do bairro Jacobina III, expõe ações do projeto 'Consciência de Ser Brasileiro'.

A exposição traz fotos e explicações por parte dos alunos da cultura, religião e sociedade indígena e negra.
























20 de Novembro - Dia Nacional da Consciência Negra

O Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, foi instituído oficialmente pela lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011. A data faz referência à morte de Zumbi, o então líder do Quilombo dos Palmares – situado entre os estados de Alagoas e Pernambuco, na região Nordeste do Brasil. Zumbi foi morto em 1695, na referida data, por bandeirantes liderados por Domingos Jorge Velho. Maiores informações podem ser consultadas no texto História do Quilombo de Palmares.

A data de sua morte, descoberta por historiadores no início da década de 1970, motivou membros do Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial, em um congresso realizado em 1978, no contexto da Ditadura Militar Brasileira, a elegerem a figura de Zumbi como um símbolo da luta e resistência dos negros escravizados no Brasil, bem como da luta por direitos que seus descendentes reivindicam.

Com a redemocratização do Brasil e a promulgação da Constituição de 1988, vários segmentos da sociedade, inclusive os movimentos sociais, como o Movimento Negro, obtiveram maior espaço no âmbito das discussões e decisões políticas. A lei de preconceito de raça ou cor (nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989) e leis como a de cotas raciais, no âmbito da educação superior, e, especificamente na área da educação básica, a lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que instituiu a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-brasileira, são exemplos de legislações que preveem certa reparação aos danos sofridos pela população negra na história do Brasil.

A figura de Zumbi dos Palmares é especialmente reivindicada pelo movimento negro como símbolo de todas essas conquistas, tanto que a lei que instituiu o dia da Consciência Negra foi também fruto dessa reivindicação. O nome de Zumbi, inclusive, é sugerido nas Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana como personalidade a ser abordada nas aulas de ensino básico como exemplo da luta dos negros no Brasil. Essa sugestão orienta-se por uma das determinações da lei Nº 10.639, que diz no Art. 26-A, parágrafo 1º: “O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil.”

A despeito da comemoração do Dia da Consciência Negra ser no dia da morte de Zumbi e do que essa figura histórica representa enquanto símbolo para movimentos sociais, como o Movimento Negro, há muita polêmica no âmbito acadêmico em torno da imagem de Zumbi e da própria história do Quilombo dos Palmares. As primeiras obras que abordaram esse acontecimento histórico, como as de Edison Carneiro (O Quilombo dos Palmares, Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 3a ed., 1966), de Eduardo Fonseca Jr. (Zumbi dos Palmares, A História do Brasil que não foi Contada. Rio de Janeiro: Soc. Yorubana Teológica de Cultura Afro-Brasileira, 1988) e de Décio Freitas (Palmares, a guerra dos escravos. Porto Alegre: Movimento, 1973), abriram caminho para a compreensão da história da fundação, apogeu e queda do Quilombo dos Palmares, mas, em certa medida, deram espaço para o uso político da figura de Zumbi, o que, segundo outros historiadores que revisaram esse acontecimento, pode ter sido prejudicial para a veracidade dos fatos.

Um dos principais historiadores que estudam e revisam a história do Quilombo dos Palmares atualmente é Flávio dos Santos Gomes, cuja principal obra é De olho em Zumbi dos Palmares: História, símbolos e memória social (São Paulo: Claro Enigma, 2011). Flávio Gomes procurou, nessa obra, realizar não apenas uma revisão dos fatos a partir do contato direto com as fontes do século XVI e XVII, mas também analisar o uso político da imagem de Zumbi. Segundo esse autor, o tio de Zumbi, Ganga Zumba, que chefiou o quilombo e, inclusive, firmou tratados de paz com as autoridades locais, acabou tendo sua imagem diminuída e pouco conhecida em razão da escolha ideológica de Zumbi como símbolo de luta dos negros.

Além dessa polêmica, há também o problema referente à própria estrutura e proposta de resistência dos quilombos no período colonial. Historiadores como José Murilo de Carvalho acentuam que grandes quilombos, como o de Palmares, não tinham o objetivo estrito de apartar-se completamente da sociedade escravocrata, tendo o próprio Quilombo dos Palmares participado do tráfico e do uso de escravos. Diz ele, na obra Cidadania no Brasil: “Os quilombos que sobreviviam mais tempo acabavam mantendo relações com a sociedade que os cercava, e esta sociedade era escravista. No próprio quilombo dos Palmares havia escravos”. (CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil. O longo Caminho. 3ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002. p. 48).

As polêmicas partem de indagações como: “Se Zumbi, que foi líder do Quilombo de Palmares, possuía escravos negros, a noção de luta por liberdade nesse contexto era bem específica e não pode colocá-lo como símbolo de resistência contra a escravidão”. A própria história da África e do tráfico negreiro transatlântico revela que grande parte dos escravos que a coroa portuguesa trazia para o Brasil Colônia era comprada dos próprios reinos africanos que capturavam membros de reinos ou tribos rivais e vendiam-nos aos europeus. Essa prática também ressoou, como atestam alguns historiadores, em dada medida, nos quilombos brasileiros.

Nesse sentido, a complexidade dos fatos históricos nem sempre pode adequar-se a anseios políticos. Os estudos históricos precisam dar conta dessa complexidade e fornecer elementos para compreender o passado e sua relação com o presente. Entretanto, esse processo precisa ser cuidadoso. O uso de datas comemorativas como marcos de memória suscita esse tipo de polêmica, que deve ser pensada e discutida criteriosamente, sem prejuízo nem das reivindicações sociais e, tampouco, da veracidade dos fatos.

* Créditos da imagem: Commons

Por Me. Cláudio Fernandes

fonte: Brasil Escola

terça-feira, 18 de novembro de 2014

II Festival de Música da Escola Estadual Padre Alfredo Haasler

A Escola Estadual Padre Alfredo Haasler tem a honra de convidá-los para o II Festival de Música, em parceria com o PIBID/UNEB de Inglês. O evento terá apresentações de alunos, professores/estagiários e da comunidade escolar, com homenagem especial ao Dia da Consciência Negra, a ser realizado no Centro Cultural, 14 horas, do dia 20/11/2014. Contamos com a presença de todos e todas.

Ciência na Escola convida

Com o objetivo de socializar as experiências exitosas desenvolvidas em 2014, o Programa Ciência na Escola (PCE), convida toda comunidade para a videoconferência que acontece no dia, 28 de novembro de 2014, das 08h 30min ás 12h, no Instituto Anísio Teixeira (IAT), neste evento conhecer o lançamento da 2ª edição da Revista “FECIBA em Revista”, na qual será apresentados os trabalhos da Feira de Ciências e Matemática da Bahia – FECIBA, do ano corrente.

O objetivo do periódico FECIBA em Revista é divulgar para estudantes, professores e ao público em geral, anualmente,  resumos de projetos partícipes da FECIBA, com ênfase nos vencedores nas várias categorias. No periódico em questão dispõem também de entrevistas com profissionais renomados no cenário científico da Bahia, e demais estados. 

Programa Ciência na Escola (PCE) - É um Programa de formação de professores que visa potencializar a pesquisa na prática docente, fomentando em suas ações a elevação das competências para o exercício da cidadania, bem como um alicerce para a escolha de uma carreira em ciência e tecnologia dos estudantes atendidos em toda rede. Em consonância com a sua proposta colaborativa de formação de professores, durante o ano de 2014, o PCE desenvolveu um percurso que promoveu a inovação educacional nas escolas estaduais e alcançou produtos significativos que protagonizou uma história de quebra de paradigmas nos ambientes de aprendizagem oferecidos aos estudantes.

Programação:

08h 30min

Abertura

09h

Reconhecimento de apoios no percurso formativo do PCE (Homenagens)

09h 30min

Diálogo sobre Ciência na Escola, com os Professores: Nildon Pitombo e Roberto Santos

10h 30min

Lançamento do periódico FECIBA em Revista

11h

Apresentação das experiências exitosas do PCE: Clube de Ciências, Caravana Científica, Oficina no Chão da Escola, Feira de Ciências e Matemática da Bahia. (fonte: Portal da Educação)

Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães: Oficina A Ciência dando vida à Escola

Fotos da Oficina ABO - A Ciência dando vida à escola. Levantamento do grupo sanguíneo na comunidade escolar. Professoras: Jesiane Luz, Lucyana Coni e Joaciara Franco.